segunda-feira, 23 de abril de 2012
Dama da Morte
A tua pele branca como a lua,
Pálida e fria
O teu corpo quase sem vida
Numa madrugada vazia
Uma rosa murcha na tua mão
E eu ali, admirando-a
E eu ali, amando-a
As tuas vestes negras
Baloiçando ao sabor do vento
O teu corpo fraco
Suavizando o meu tormento
Não nego a força do meu desejo
Rosa negra no branco luar
Só preciso do teu beijo
Como eu queria
Morrer em teus braços
Libertar-me dos laços
Desta vida perdida
Abraça-me, beija-me
Leva-me para o teu mundo
O teu paraíso negro e profundo
Agora é tarde
Eu sonhei demais
Diante de mim o nada
E a certeza de nunca ter paz
O gosto amargo da dor
Ardor da desilusão
E eterna solidão
Que seja Bela na minha mente
A dama da morte doente
Enquanto eu, um ser vivente
Caminho sem esperança eternamente.
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